Diagrama de Operação do Processo

O Diagrama de Operação do Processo é um tipo de representação gráfica que busca fornecer uma visão geral de todo o processo produtivo. Na literatura especializada no estudo de métodos, esta ferramenta recebe o nome operation process chart ou outline process chart.

Quando estamos estudando um método de trabalho, pode ser útil obter uma visão global de todo o processo para somente depois detalhar cada uma das atividades que o compõem. Isso ajuda a evidenciar as interfaces que existem entre as etapas do processo.

De acordo com o livro “Introduction to Work Study”, editado e publicado pela Organização Internacional do Trabalho, o diagrama de operação do processo registra a sequência das principais operações a inspeções que ocorrem do início ao fim do processo. Por ter uma ampla abrangência, esse gráfico requer o uso de um conjunto limitado de símbolos para atingir seu objetivo, que é ser simples e cobrir todo o processo. Por isso, apenas os símbolos de “operação” e “inspeção” devem ser usados.

Diagrama de Operação do Processo - Simbologia

O diagrama de operação do processo ilustra a entrada de todos os componentes e submontagens na sequência de montagem principal. Por isso, uma das principais características desta ferramenta é a existência de uma linha vertical que representa o fluxo principal de montagem, ao qual outras submontagens ou componentes externos são adicionados ao longo do processo. Linhas horizontais são usadas para representar a ligação de submontagens ao fluxo principal.

A seguir podemos ver um exemplo de diagrama de operação do processo para a fabricação de latas, tais como as usadas para armazenar tinta.

Diagrama de Operação do Processo - Exemplo 1

O produto final possui uma submontagem (base da lata) e o processo principal se inicia pela calandra e solda para a formação do cilindro. Os encaixes laterais são peças adquiridas externamente e entram no processo somente após o flangeamento. Os valores apresentados ao lado de cada operação são estimativas de tempo, representadas em minutos decimais.

Em geral, os diagramas de operação do processo são elaborados de maneira a evitar o cruzamento de linhas verticais e horizontais. Se for inevitável o cruzamento de linhas, deve-se utilizar um semicírculo para deixar claro que não há junção dos fluxos. A seguir são apresentadas algumas notações comuns ao elaborar diagramas:

Diagrama de Operação do Processo - Simbologia 2

A figura abaixo apresenta um exemplo de diagrama que incorpora algumas das notações vistas anteriormente. Note que no exemplo abaixo as operações são numeradas, o que facilita a documentação do desenho. É comum a elaboração de uma breve descrição textual das operações fazendo referência à numeração utilizada no diagrama. Descrições bem curtas também podem ser incluídas do diagrama para facilitar seu entendimento.

Diagrama de Operação do Processo - Exemplo 2

Ao elaborar diagramas de operação do processo, deve-se ter em mente que esta ferramenta tem um foco muito diferente dos fluxogramas verticais. Enquanto os diagramas de operação do processo buscam mostrar o processo como um tudo, os fluxogramas verticais são usados no detalhamento dos processos. É como se cada uma das operações acima pudesse ser detalhada utilizando um fluxograma vertical. Portanto, ambas as ferramentas devem ser usadas em conjunto no estudo de métodos de trabalho.

Uma das principais vantagens desta ferramenta é a possibilidade de compreender o efeito que mudanças em uma determinada operação terão em operações anteriores ou subsequentes. Isso é consequência do caráter holístico deste diagrama, que busca apresentar todo o processo em um mesmo desenho.

Além disso, o diagrama de operação do processo pode ser usado como um ponto de partida para o leiaute de fábrica, pois ele mostra todas as etapas em ordem cronológica, deixando claro onde submontagens ou estoques de componentes deveriam ser posicionados. Por isso, analistas de processo podem encontrar nesta ferramenta um mecanismo muito útil para o desenvolvimento ou melhoria do leiaute de instalações de manufatura.

Referências

FREIVALDS, A.; NIEBEL, B. Niebel’s Methods, Standards, and Work Design, McGraw-Hill, 2013.

KANAWATY, G. Introduction to work study. Geneva: International Labor Organization, 1992.

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